Limpando a Sujeira

Ele arrumou a casa, limpou a sujeira. E toda poeira foi varrida para de baixo do tapete para que ninguém mais veja, para que ninguém mais saiba. Só ele. Chamou um rezadeira para livrar sua casa de todo mal que o rodeava, aliás, superstição era o seu segundo nome.

Foi a cozinha preparar um banquete cheio de tudo. E um pouco de quase nada. Deu parar entender? Acho que não. Pois nunca dá. Mas era exatamente assim sua vida: de um lado, caos. D’outro, incompreensão cegada por egoísmo e apatia.

- E ele?

Ele nunca imaginou que alguém entraria em sua vida feito um furacão. Bagunçado sua casa e deixando seu tapete enrolado, de lado. Deixando toda poeira se espalhar pelo chão da sua casa; indefeso. Parecia uma criança dizendo ao seus pais que faria prova de recuperação por não ter conseguido atingir a nota; desapontado; decepção.

- E o banquete?

Tua janta foi solidão. Tua bebida, saudade misturado com um vinho barato qualquer para amenizar a frustração.

Cansei

Uma hora, mesmo que isso dure um longo tempo, a gente cansa. Envelhecemos a cada dia e amadurecemos com o tempo. Não prestamos mais atenção, não perdemos tempo com coisas que não vão nos acrescentar. E muito menos batemos boca com quem não vale à pena. Essas ‘coisas’ cansam. Falar, dar sinais, avisos prévios, correr atrás. Tudo isso e muito mais. Na real? Viver, às vezes, cansa. Mas aí você desperta e vê a baboseira que é o teu pensamento. Tão de merda. Tão mesquinho. Tão mimado, digamos.
As pessoas me cansam. Nunca está bom quando se está ótimo. Elas gostam de ver suas vidas desmoronar. E fazem do “fim do poço”, festa. Pega a tristeza e dança. Elas gostam de sofrer. Solidão é a morfina sem bula, sem receituário. Sem nada. Literalmente. E isso cansa. A rotina cansa. A felicidade, mais ainda. E eu tô cansada de estar cansada de tudo. Das pessoas e principalmente de suas atitudes. Cansei.

Saber voar.

Queria aprender a voar. Não apenas para me jogar do alto da montanha ou, quem sabe, da janela do meu oitavo andar. Queria voar para sentir o vento insano rasgando e queimando meu rosto. Para voar mundo a fora sem lar, sem prazo de volta nem de ida.   Ter a sensação que o coração vai pular da garganta para dançar qualquer música
agitada. E não digo da mesma sensação que você sente quando quase é atropelado por uma bicicleta, um ônibus ou qualquer outra coisa. Digo, sobre a sensação de liberdade que poucas pessoas conseguem sentir.

7:00

Viagem longa, felicidade curta. A paz surge e o estresse e a tensão se vai – amém. A garota do ônibus não consegue pagar a passagem, o trocador, releva e deixa passar. E é uma atrás da outra. A cabeça que explode e o coração que se esvazia. E assim vai… Uma loucura atrás da outra. O caminhão do “hospital das panelas”
continua no mesmo lugar de 8 anos atrás. O circo continua instalado no mesmo local de 9 anos atrás, rodando a região serrana que permanece igual há mais de 10 anos. Não mudo de melhores amigos, não me mudo, não mudo.

Dica: Lenço Demaquilante ♡

 

 

 

Alô galera de cowboy! Dei uma sumidinha durante 1 mês e, talvez, continuarei nesse ritmo porque minha vida anda meio corrida. Mas vou tentar ao máximo não ficar 1 mês sem postar. Pois a saudade de postar aqui, bate. E bate mais ainda preguiça de ligar o computador…

2014-08-10 16.01.39

Digamos que estou de volta”. E voltei com uma ótima dica para vocês, meninas, que estão de saco cheio dos familiares reclamando ”quem foi que sujou a toalha de rosto com rímel? Já falei que é para parar com isso!!!”.

  São os lencinhos demaquilantes da NIVEA para tirar a make! Estou amando porque é super prático, baratinho e tira tudo! Vende em qualquer farmácia e custa R$ 23,00. Barato, não? E olha, dura que é uma beleza!

#caralimpacomNIVEA

 

 

Beijos

 

Sobre pessoas cegas que enxergam.

Pior do que o Brasil perder, é o Brasil ter pessoas que se quer ajudam uma senhora na rua cega dos dois olhos atravessar a rua. É sério. Foi triste. Triste não. Deprimente. Deprimente não. Pensa em algo muito ruim, assim: MUITORUIMMESMO. E põe aqui. É isso.

Foi ontem a tarde quando eu estava indo para minha casa. E enquanto eu atravessava a rua para ir em direção ao metrô ali da Cardeal Arcoverde, em Copacabana, ouço – GRAZADEUS – uma senhora gritando pedindo ajuda para atravessar a rua. E pior, a rua estava lotada de gente. Como ouvi? Sei lá. A música estava bem alta e a galera gringa misturando os idiomas dificultava. Parecia que eu estava dentro do metrô em horário de pico. Mas não.

Tristeza define o que senti ao vê-la chorar pedindo ajuda e agradecendo dizendo coisas que me deixaram tremendo; sem reação. Espero que tenha chegando em casa tranquila. Pois, pra mim, foi louco. Vi todos que recusaram a ajudá-la cegos. Cegos não dos dois olhos. Mas cegos por não enxergarem o futuro e ver que lá na frente pode ser cada um.

E para mudar o mundo você não precisa de muito. Não precisa varrer o calçadão de um bairro a outro. Não precisa agradar a gregos e troianos, etc., basta fazer a tua parte. Num simples gesto. Numa simples ajuda. Em qualquer coisa que você sinta que fez sua parte. Seja lá o que for. Te mude por completo e te faz enxergar o mundo de outra forma. As pessoas de outra forma e a si mesmo, principalmente.

Esse mundo é louco mas – rapaz – as pessoas são mais. E relaxa! O mundo não dá voltas, te dá uma voadora e te deixa no chão e quando você vê – VIXXXXXXXXXXXX!!!!! Já foi.